Cerca de três meses depois de terem sido declarados insolventes, os Estaleiros Navais do Mondego renascem amanhã, pela mão da portuguesa Atlanticeagle Shipbuilding, que também se propõe salvar os ENVC.

O contrato da concessão, a ser outorgado pela Administração do Porto da Figueira da Foz, prevê a integração de todos os ex-trabalhadores (cerca de quatro dezenas) dos EN Mondego.  Mas o plano de negócios do novo concessionário aponta para a criação de outros 300 postos de trabalho até atingir a velocidade de cruzeiro na construção e reparação naval.

O prazo da concessão é de 20 anos, prorrogável por cinco anos.

A Atlanticeagle Shipbuilding será representada na cerimónia de assinatura do contrato de concessão por Carlos Lopes da Costa, um dos homens fortes da empresa, com curriculum na actividade naval e investimentos no Brasil, de acordo com o “JdN”.

A companhia, com sede em Lisboa, é controlada pela Flyfordgest, uma holding com interesses no imobiliário, e também participada por Joaquim Castro Peres, que já foi administrador dos antigos Estaleiros de São Jacinto.

A empresa portuguesa está também na “corrida” à privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, encontrando-se entre os quatro candidatos seleccionados pela Empordef para apresentarem propostas de compra vinculativas.

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