Os custos globais de combustível do sector marítimo poderão subir até 60 mil milhões de dólares (48,6 mil milhões de euros) por ano, com a imposição do limite máximo de 0,5% de teor de enxofre a partir de 2020. A previsão é da Wood Mackenzie.

A IMO aprovou sexta-feira a emenda à Convenção MARPOL Anexo VI que proíbe, a partir de 2020, a circulação de navios alimentados a combustíveis com um teor de enxofre superior a 0,5%. A emenda deverá ser formalmente adoptada em Outubro próximo.

A implementação das novas regras obrigará os armadores a optarem entre usar combustíveis alternativos – como combustível de muito baixo teor de enxofre (ULSFO) ou gasóleo o naval (MGO) – e instalarem filtros nos navios.

De acordo com a Wood Mackenzie, a opção por filtros pode ser uma opção economicamente atractiva. Embora exista um investimento inicial forte, os transportadores podem esperar uma taxa de retorno de entre 20% e 50%, dependendo do custo da instalação, da disponibilidade do combustível MGO e do consumo dos navios, refere.

A consultora avisa, porém, que a quota de filtros poderá ser limitada por vários factores, incluindo o acesso ao financiamento, a capacidade de produção dos equipamentos e disponibilidade de estaleiros para procederem às alterações.

Novos combustíveis são caros

“Mudar para o MGO é uma solução mais dispendiosa e provavelmente faria os preços dos fretes aumentarem, talvez em cerca de um dólar por barril”, explica a Wood Mackenzie, que prevê que a procura de combustíveis navais atinja cerca de 5,3 milhões de barris por dia em 2020.

Com base nos níveis de produção em refinaria, os volumes disponíveis de ULSFO em 2020 totalizarão cerca de 1,2 milhões de barris por dia.

Aquele volume pode ser incrementado pela mistura dos ULSFO com óleo de gás de vácuo (VGO). A Wood Mackenzie refere, contudo, que o VGO é uma matéria-prima valiosa para a produção de outros produtos de refinaria mais leves e pode não estar prontamente disponível.

É provável que o MGO ajude a responder à procura adicional do sector do transporte marítimo. A Wood Mackenzie prevê um aumento da procura de MGO superior a um milhão de barris por dia em 2020.

 

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