A distância que separa a Ocean Alliance da 2M, em termos de quota de mercado, ficará reduzida a metade caso se confirme a encomenda de 9 x 22 000 TEU pela CMA CGM.  Faltará depois encher tantos navios…

CMA CGM

Com a chegada dos nove navios de 22 000 TEU de capacidade, a Ocean Alliance – que integra a CMA CGM, a Cosco, a Evergreeen e a OOCL (que estará em vias de ser comprada pela Cosco) – aumentará a sua capacidade de transporte em 21%.

Ao mesmo tempo, olhando para as encomendas conhecidas, a aliança 2M (Maersk + MSC) deverá aumentará a sua capacidade em menos de 7%; e a THE Aliance (K Line, MOL, NYL, Yang Ming e Hapag-Lloyd) não chegará aos 10% de crescimento da oferta.

Daí resultará que, num horizonte de 18 meses, a quota de mercado da 2M, actualmente na casa dos 44%, cairá para os 42%, ao passo que a Ocean Alliance avançará dos 35% de agora para 38%. A THE Alliance perderá um ponto percentual e baixará para os 20%.

A mudança poderá ser ainda mais drástica se se vierem a confirmar os rumores que apontam para novas encomendas da Cosco.

As contas são de Lars Jensen, da SeaIntelligence Consulting. Aquele analista sublinha a propósito que o grande desafio – e risco também – da Ocean Alliance será, a partir daqui, ganhar quota de mercado, em volumes transportados, para dar trabalho à nova capacidade. Um desafio e um risco tanto maiores quanto os novos navios serão, claro, alinhados no Ásia-Norte da Europa.

 

Comments are closed.