A CMA CGM e a Cosco, a PSA International e a DP World são alguns dos parceiros envolvidos na criação de uma Blockchain concorrente da TradeLens da Maersk e IBM.

Nova Blockchain junta alguns dos principais armadores e operadores de terminais do mundo

As companhias membros da Ocean Alliance (e a Yang Ming) e alguns dos principais operadores mundiais de terminais de contentores decidiram unir esforços para criar uma Blockchain para o sector.

A iniciativa, denominada Global Shipping Business Network (GSBN), envolve a CMA CGM, Cosco Shipping Lines, Evergreen Marine e OOCL. membros da Ocean Alliance, a Yang Ming e ainda a DP World, Hutchison Ports, PSA International e Shanghai International Port.

O parceiro tecnológico é a CargoSmart, detida pela Cosco, que elaborará a nova Blockchain sobre tecnologia cloud da Oracle.

A nova plataforma deverá estar disponível já a partir de Dezembro, permitindo desde logo desmaterializar os procedimentos relativos ao transporte de mercadorias perigosas.

A plataforma digital tem como objectivo conectar todas as partes interessadas, incluindo companhias de transporte, operadores de terminais, serviços alfandegários, carregadores e prestadores de serviços de logística para transformar a cadeia de abastecimento e aumentar a eficácia.

“O consórcio Blockchain GSBN tem o potencial de permitir um processamento mais rápido e preciso das informações de carga e maior transparência das operações do terminal para os proprietários de cargas”, afirma, citado em comunicado, o presidente do Shanghai International Port, Yan Jun.

Concorrente da TradeLens

O novo consórcio pode ser mais um problema para a TradeLens, a plataforma de Blockchain da Maersk e a IBM, que está a ter dificuldades em atrair companhias de transporte marítimo.

Até ao momento, apenas a PIL, 17.ª companhia mundial no transporte marítimo de contentores, aderiu à plataforma de Blockchain, lançada oficialmente em Agosto passado com 94 parceiros.

Como os promotores admitem, isso não é suficiente. A TradeLens necessita de mais companhias e foi projectada para que os concorrentes da Maersk actuem como “âncoras de confiança” e executem nós de Blockchain completos na rede. O problema é que as companhias concorrentes da Maersk receiam aderir à plataforma sem ser em pé de igualdade.

 

 

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