A entrada no mercado de mais e mais porta-contentores de grandes dimensões obrigará, a prazo, os operadores a reforçarem os serviços entre o Far East, a Europa e os EUA, avisa a Alphaliner.

Para já, os transportadores marítimos de contentores têm evitado aumentar o número de rotações naquelas linhas, tentando com isso sustentar os níveis dos fretes, que se encontram sob pressão no sentido da baixa. A entrada em operação de novos navios de grandes dimensões tem sido acomodada nos serviços existentes, favorecendo o efeito “cascata” e a transferência de navios mais pequenos para outros tráfegos.

Mas essa estratégia tem limites, assinala a Alphaliner. O caso mais flagrante, referem os analistas franceses, é o da MSC. O “Silk Service”, entre o Extremo Oriente e o Norte da Europa, desde Agosto que é operado exclusivamente como navios de 14 mil TEU. E no “Lion Service”, que escala Sines, apenas subsistem dois navios de 11 600 TEU (o MSC Rosa M, o mais recente navio de 14 000 TEU esteve no passado dia 29 de Janeiro em Sines, na sua viagem inaugural).

A companhia helvética já optou entretanto por colocar navios de 13 000–14 000 TEU no Ásia-Mediterrâneo, tornando o seu “Dragon Service” de longe o maior do mercado nesta linha.

A MSC deverá receber ainda este ano mais cerca de 15 navios de entre 12 500 e 14 000 TEU, acrescenta. E o mercado em geral deverá ser “inundado” por novos navios de mais de 10 000 TEU.

Isto colocará a prazo, mais cedo do que tarde, prevê a Alphaliner, os operadores perante a impossibilidade prática de continuarem a substituir navios menores por navios de maiores dimensões, pelo simples facto que há linhas que não justificam o uso de navios de grande porte.

A solução passará, pois, conclui a Alphaliner, pela criação de novas rotações nos serviços para o Extremo Oriente, o que poderá pressionar os fretes em baixa na ausência de mais cargas.

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