ONE, OOCL e APL também defendem que os custos adicionais do cumprimento dos novos limites de enxofre deverão ser passados aos carregadores.

Enxofre: clientes devem pagar custos da redução de emissões

A posição, revelada por executivos daquelas companhias na conferência Marine Money Asia, surge poucos dias após a Maersk Line ter anunciado que cobrará, a partir de 1 de Janeiro de 2019, um novo BAF (Bunker Adjustement Factor) para cobrir os sobrecustos do combustível com baixo teor de enxofre, imposto pela IMO a partir de Janeiro de 2020.

Jeremy Nixon, CEO da ONE, disse aos delegados da conferência que os custos têm “mesmo de ser repassados”, observando que, no presente, as tarifas médias, não cobrem os custos.

“O sector tem de ser sério sobre isso e todos os clientes, quando falamos com eles, acho que entendem que se trata apenas de garantir que haja uma maneira comum de repassar esse custo”, acrescentou o executivo.

Michael Fitzgerald, vice-director financeiro da OOIL, empresa-mãe da OOCL, concordou que os sobrecustos têm de ser passados e que isso também chegue ao cliente final: o consumidor. “O resultado disso é passar o transporte para o utilizador final – a pessoa que compra o par de sapatilhas ou a t-shirt”.

Aquele dirigente disse acreditar que as companhias de transporte de contentores não têm outra opção senão repassar o custo aos carregadores. “Em última análise, isso tem de acontecer porque a maioria esmagadora das companhias de transporte marítimo não poderiam financiá-lo, mesmo que quisessem”, afirmou.

O director financeiro da APL, Sege Corbel, referiu, por sua vez, que “não há dúvida de que [o custo] deve ser passado para o cliente, mas deve ser repassado de forma transparente. Hoje a transparência é um pouco difícil”.

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