Para crescerem, os operadores de terminais de contentores estão a optar cada vez mais por fusões e aquisições (M&A) e menos pelo lançamento de novos projectos de raiz, assinala a Drewry.

Euromax - Roterdão

 

 

A mudança de estratégia é justificada pela consultora pela alteração do ambiente do mercado, que classifica como sendo uma “tempestade perfeita”, com o crescimento mais lento da procura, navios maiores (o que provoca mais custos operacionais e de financiamento) e mais pressão para baixar os preços dos serviços (devido às maiores alianças das companhias de transporte, algumas das quais deficitárias).

A mudança de atitude é ainda mais evidente entre as companhias marítimas que detêm também terminais de contentores, diz.

“As companhias de transporte marítimo com terminais no portfólio estão, claramente, a afastar-se de investimentos de raiz, mas estão muito activas em termos de fusões e aquisições e joint-ventures”, esclarece o comunicado da consultora, no qual é indicado que algumas companhias estão a vender activos para angariar fundos, enquanto outras têm comprado participações em terminais. O número de projectos novos é praticamente zero, enfatiza.

A mudança de novos projectos para fusões e aquisições já se nota entre as 24 companhias que, este ano, são elegíveis como operadores globais de terminais para o estudo da Drewy. O total de projectos de raiz que aqueles operadores estão a desenvolver em 2016 é de 39, contra 64 há dez anos.

 

 

 

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