Operadores e trabalhadores portuários de Lisboa acordaram hoje reatar as negociações de um novo Contrato Colectivo de Trabalho (CCT). O acordo foi conseguido depois de encontros com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. Um mês é o prazo fixado para chegar a um consenso.

Porto de Lisboa

O Sindicato dos Estivadores vai retomar as negociações, “sem condições”, afirmou o presidente, no final da reunião com a ministra do Mar. António Mariano manifestou disponibilidade em voltar às negociações, que foram interrompidas em Março, com vista à celebração de um novo CCT que defenda “os direitos dos trabalhadores”.

“Queremos sair deste processo com uma condição estável de trabalho e não de alguma asfixia”, afirmou aos jornalistas o dirigente sindical, adiantando que a negociação anterior falhou, sobretudo, por falta de vontade. Recusando-se a “entrar em questões de culpas”, António Mariano sublinhou que “houve aspectos que não foi possível acordar em Lisboa e que foram acordados em outros portos”.

Já os operadores do porto de Lisboa, representados na reunião por Luís Figueiredo (Empresa de Tráfego e Estiva), Morais Rocha (Sotagus e Liscont) e Sebastião Figueiredo (Terminal Multiusos do Beato), saíram da reunião sem fazer declarações.

No final das reuniões com os operadores do porto de Lisboa e com o Sindicato dos Estivadores, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse que as duas partes mostraram disponibilidade para se sentarem à mesa de negociações, tendo sido definido o prazo de um mês para chegar a consensos. As conversações serão coordenadas pelo Porto de Lisboa, acrescentou.

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