No ano passado, os operadores logísticos em Portugal facturaram 555 milhões de euros, mais 4,1% que em 2017. Este ano deverão chegar aos 575 milhões.

 

Os números constam do estudo Sectores Portugal (Operadores Logísticos), publicado pela Informa D&B. O volume de negócios apurado inclui as receitas decorrentes da armazenagem de mercadorias e das operações associadas realizadas (manipulação, transporte e distribuição).

O crescimento constatado é explicado pela crescente externalização das operações logísticas e pelo crescimento da economia nacional.

À crescente procura têm respondido os operadores logísticos com serviços cada vez mais diversificados e de maior valor acrescentado, com isso alimentando a procura, num ciclo virtuoso e benéfico para todos os agentes económicos envolvidos.

O reforço da internacionalização da economia portuguesa também ajuda a explicar o crescimento das actividades logísticas nos últimos anos.

Segundo o estudo da Informa D&B, a fileira de alimentação e bebidas foi a de maior peso no negócio dos operadores logísticos, representando cerca de 51% da facturação total. O sector de farmácia, drogaria e perfumaria foi responsável por cerca de 20% das receitas.

Para o ano em curso, a previsão é de novo crescimento, mas apenas de 3,6%, para um valor global de 575 milhões de euros.

A rendibilidade do sector deverá aumentar moderadamente, apesar do risco que representa a evolução do preço dos combustíveis.

Em 2018 o sector nacional de operadores logísticos contava cerca de 80 empresas, que empregavam cerca de 11 400 trabalhadores. As cinco maiores empresas realizaram cerca de 45% do volume de negócios total. As dez principais facturaram perto de 65%.

 

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