O ministro do Planeamento e das Infraestruturas confirmou hoje que o processo de renegociação da dívida da TAP está concluído com todos os bancos, afirmando que “nas próximas semanas” será lançada a oferta pública de venda (OPV) dos 5% do capital reservados  aos trabalhadores.

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“Está tudo encerrado, mesmo com os bancos mais pequenos, e agora nas próximas semanas vamos lançar a oferta pública de venda (OPV) das acções aos trabalhadores para concluir este processo, para estabilizar a estrutura accionista, para nomear o conselho de administração e normalizar a empresa como foi o nosso propósito desde o início”, afirmou Pedro Marques aos jornalistas, à margem de uma iniciativa fechada à imprensa organizada pelo Millennium BCP, que decorreu no Palácio do Freixo, no Porto.

O montante da dívida em causa ronda os 660 milhões de euros. O acordo conseguido com a banca (CGD, Millenium BCP, Novo Banco, Popular, BIC, Montepio, Santander e BPI) implica a extensão do prazo de pagamento e a redução da taxa de juro praticada.

Fechado este processo, o Governo pode avançar para a conclusão da privatização da TAP mediante uma OPV reservada aos trabalhadores da companhia das acções representativas de 5% do capital. Se a operação tiver êxito – e pelo menos o sindicato dos pilotos estará empenhado nisso -, os trabalhadores ficarão com 5% da TAP, a Atlantic Gateway de Humberto Pedrosa e David Neeleman com 45% e o Estado com 50%.

A prazo, a posição dos privados deverá alterar-se, com os chineses da HNA a ficarem com uma fatia de até 20% da transportadora.

 

 

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