A União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU) considera que os desentendimentos existentes sobre o Pacote de Mobilidade “prejudicarão a economia da UE”.

A União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU) considera que os desentendimentos existentes sobre o Pacote de Mobilidade “prejudicarão a economia da UE”.

A IRU avisa, na sequência da decisão do Parlamento Europeu de adiar para Julho o debate em plenário sobre as propostas legislativas incluídas no primeiro Pacote de Mobilidade da Comissão, que “são urgentes acordos para assegurar que o sector dos transportes rodoviários possa continuar a impulsionar a economia europeia “.

“Os deputados europeus devem agora concentrar-se na próxima votação, no início de Julho, assegurando que as novas revisões das leis propostas se concentrem em soluções equilibradas à escala da UE e ponham fim às contínuas incoerências entre os Estados-membros”, realçou, em Bruxelas, o porta-voz da IRU, Matthias Maedge.

“Não podemos render-nos a um mosaico caótico de interpretações nacionais das normas de transporte rodoviário. Devem começar rapidamente e progredir as conversações entre as instituições; precisamos urgentemente de soluções a nível da UE: o debate deve concentrar-se em regras práticas e exequíveis”, acrescentou Maedge.

O mesmo dirigente recordou que 70% das mercadorias transportadas entre os países europeus viajam por estrada, com um crescimento esperado dos volumes de 60% até 2050.

Transporte de passageiros abandonado

A IRU também lamenta que as principais alterações no transporte de passageiros tenham sido abandonadas “com uma agenda demasiado focada no transporte de mercadorias”.

A organização garante que vai continuar o diálogo com os deputados e outras instituições europeias para recentrar o debate sobre questões-chave, tais como a introdução de um período de referência de quatro semanas, a possibilidade de atribuir uma compensação ao dia de descanso semanal, reduzida e regular, e a eliminação da obrigação dos motoristas manterem documentos a bordo por um período de 56 dias.

 

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