O paquete Lisboa foi vendido, em Janeiro, a investidores da Turquia, país onde será desmantelado em meados deste mês. A Portuscale Cruises cancelou entretanto as operações do Funchal previstas para este ano.

A pouco e pouco, o projecto de Rui Alegre de manter uma companhia portuguesa de cruzeiros parece ir-se desmoronando. Na sua curta história, a Portuscale Cruises, que nasceu do fim da Classic International Cruises, soma vários desaires, os mais recentes dos quais são o anúncio do cancelamento das operações do Funchal e, agora, a notícia da venda, para desmantelamento, do Lisboa.

O Lisboa (ex-Princess Danae) deverá seguir nos próximos dias de Lisboa para Aliaga, na Turquia, onde será desmantelado, de acorco com os media especializados locais. O Lisboa seguirá, assim, o destino que o seu irmão gémeo, o Princess Daphne, teve, em 2014.

O Lisboa integrava, com o Funchal, o Azores e o Porto a frota de quatro navios adquiridos por Rui Alegre após o fim da CIC. Na recuperação das embarcações terão sido (?) investidos 20 milhões de euros.

No caso do Lisboa, a remodelação, nos estaleiros da NavalRocha, foi-se arrastando e acabou suspensa por se concluir que o estado do navio não justificava o investimento.

Entretanto, o Funchal, o emblemático navio de cruzeiros nacional, não realizará cruzeiros este Verão, alegadamente por não terem sido reunidas as condições necessárias para tal. O cancelamento de épocas de cruzeiros é considerado normal sempre que a procura não os justifica, mas no caso poderá indiciar algo de mais grave com a empresa.

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