A instalação de um pára-vento na proa de um navio porta-contentores permitiu reduzir o consumo de combustível – e as emissões de CO2 – em 2%, de acordo com os resultados de uma experiência realizada pela MOL.

MOL - pára-vento

Com o preço do combustível de novo em alta e a afectar negativamente os resultados das companhias de transporte marítimo de contentores, todas as hipóteses de resumir consumos e emissões poluentes são de considerar. E daí o renovado interesse sobre a experiência conduzida pela MOL, com o seu pára-vento.

A experiência consistiu na colocação de uma protecção contra o vento na proa de um navio porta-contentores, o MOL Marvel, construído em 2010 e com uma capacidade de transporte de 6 700 TEU. Assim colocado, o pára-vento, qual escudo, deveria reduzir a resistência ao ardo navio, tornando o seu avanço mais fluído.

Além disso, assinalou desde logo a MOL, a protecção extra teria vantagens na protecção dos próprios contentores em alto mar, nomeadamente em situações de intempérie e mar alterado.

A experiência iniciou-se em Setembro de 2015, com o navio a operar nas ligações entre a Ásia e a América do Norte. A comparação foi feita com outro navio gémeo, também da MOL e também alinhado nos mesmos tráfegos.

Agora ficou a saber-se que o MOL Marvel emitiu menos 2% de CO2, navegando a uma velocidade média de 17 nós/hora. Ou seja, consumiu menos e poluiu menos que um navio igual… sem o pára-vento.

O aumento do preço do combustível foi a principal razão invocada pelas companhias – desde logo, pela Maersk Line – para justificarem os resultados negativos no primeiro trimestre de 2015.

 

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