Em Maio, os construtores automóveis instalados em Portugal produziram 4 072 comerciais de mercadorias, 6% mais que no mesmo mês de 2010. Desde o início do ano, a produção nacional chega aos 21 602 veículos comerciais, uma subida de 15%.

A produção de pesados de mercadorias caiu 20% em Maio, para apenas 262 unidades. Para encontrar pior é preciso recuar a 2005 (200 veículos foram então produzidos). Mas Maio foi um mês atípico, por força da paragem de produção da Mitsubishi, ainda penalizada pela falta de componentes provenientes do Japão.

A fábrica do Tramagal é responsável por mais de metade da produção lusa de pesados de mercadorias.

No balanço dos primeiros cinco meses do ano, o saldo é agora ligeiramente negativo (menos 1%), com 1 845 unidades produzidas. A “culpa” é da Toyota e da Isuzu, que perdem mais de 20%, enquanto a Mitsubishi ainda ganha perto de 11%. A produção de autocarros mantém-se a zeros.

A produção de comerciais ligeiros atingiu em Maio os 3 810 veículos (mais 9%), elevando para 19 757 as unidades construídas desde o início do ano (mais 17%).

Uma vez mais, a Citroën superou a Peugeot como primeira marca de produção em Portugal, com 1 845 unidades contra 1 540 (mais 29% e menos 2%, respectivamente, em termos homólogos). Desde Janeiro a Citroën soma 10 884 veículos (mais 33%), enquanto a Peugeot se fica pelos 6 649 (mais 6%).

A paragem da Mitsubishi teve aqui menos impacte nos resultados globais: produziu apenas 194 veículos (menos 25%) e por isso foi ultrapassada pela Toyota (195, menos 8% em termos homólogos). No year-to-date, a unidade do Tramagal soma 1 195 veículos (menos 7%), enquanto a fábrica de Ovar conta 861 (menos 12%).

Num outro patamar, a VN Automóveis produziu mais 20% de Isuzu em Maio, e foram 36, com isso reduzindo para 3% as perdas acumuladas, com total de 168 veículos.

Comments are closed.