A Assembleia da República quer que o Governo retome o projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego, de modo a que a primeira fase, correspondente ao antigo Ramal da Lousa, esteja pronto até final do próximo ano.

Ramal da Lousã

A resolução foi aprovado no Parlamento no passado 3 de Fevereiro, mas só hoje foi publicada em Diário da República. Precisamente esta semana, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) deverá apresentar ao Governo um estudo sobre a viabilidade e o futuro da Mobilidade do Mondego.

O texto aprovado pela Assembleia da República defende a inclusão do projecto no plano nacional de investimentos ferroviários, o Ferrovia 2020.

Igualmente é proposta uma nova calendarização do projecto, prevendo três fases: na primeira, até ao final de 2018, será feita a ligação de Serpins (Lousã) ao Alto de São João (Coimbra); na segunda (até ao final de 2019) o sistema avançará do ALto de São João até à estação de Coimbra; e na terceira, para um ano mais tarde, far-se-á a Linha do Hospital.

A resolução defende ainda a constituição de uma autoridade intermunicipal de transportes, participada pelas câmaras abrangidas pelo projecto, “que fique responsável pela gestão integrada deste investimento, quer no que respeita à contratualização dos vários trabalhos e gestão financeira do projecto, quer no que se refere à avaliação e gestão de impactes do ponto de vista das suas implicações urbanísticas e de ordenamento territorial”.

Enquanto decorram os trabalhos, e mormente na zona de influência do desactivado Ramal da Lousã, é recomendada a melhoria do serviço rodoviário alternativo existente.

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