A legislação europeia da Concorrência impede as principais companhias de navegação de competir com rivais americanos e chineses, criticou o CEO da Maersk.

“É realmente boa ideia não permitir a criação de um campeão global europeu? Ao fazermos isso, corremos o risco de ser superados por uma companhia chinesa, sobre a qual a União Europeia não tem influência”, avisou Soren Skou, em entrevista ao dinamarquês “Finans”.

“A política de Concorrência não deve ser apenas proteger os consumidores. Isso é super-importante, mas se não nos permitir construir empresas europeias que possam competir globalmente, isso poderá tornar-se num grande problema para a UE a longo prazo”, afirmou.

“Não podemos permitir que Estados Unidos e China vençam a corrida tecnológica global, enquanto passamos o nosso tempo a discutir questões que pertencem às indústrias do século passado”, acrescentou o CEO da Maersk.

Actualmente, a Cosco, o maior grupo marítimo da China, ocupa o terceiro lugar no ranking global da Alphaliner, cerca de 1,25 milhões de TEU atrás da líder Maersk. O sector prevê, porém, que isso possa mudar. Um inquérito feito pelo “Splash” junto dos leitores, em 2018, concluiu que a chegada da companhia estatal chinesa à liderança mundial será inevitável no prazo de uma década.

Soren Skou é membro da European Round Table for Industry (ERT), um grupo de lobby constituído por cerca de 55 CEO e presidentes de grandes companhias europeias. No mês passado, a ERT apelou à UE para desenvolver uma nova estratégia para aumentar a competitividade global.

 

 

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