O Plano Nacional de Material Circulante Ferroviário do PCP prevê a compra de 663 unidades num prazo de 15 anos. A proposta vai ser debatida no Parlamento.

Nas contas dos deputados comunistas, os investimentos propostos visam renovar o material circulante obsoleto – ou em vias de o ser – e reforçar a oferta de alguns serviços. No primeiro caso destacam-se as composições da Linha de Cascais, cuja vida útil já terá terminado em 2013.

No universo da CP, o serviço Intercidades será o que precisa de mais material, num total de 126 unidades (24 locomotivas e 102 carruagens). Seguem-se os Urbanos de Lisboa, com 123 unidades “em falta” (na Linha de Sintra, o material circulante atingirá o limite da vida útil em 2022). Para o serviço Regional a proposta do PCP aponta para 103 unidades e para os Urbanos do Porto 40. O serviço Alfa Pendular terá igualmente de ser reforçado/renovado com 12 composições.

O PCP avaliou também as necessidades dos metros de Lisboa e Porto e propõe, por isso, a aquisição de 130 unidades para o operador da Invicta e de 129 para o da capital.

A proposta de resolução apresentada no Parlamento não quantifica as necessidades de financiamento para cumprir com este plano de investimento. Mas os deputados comunistas lembram, outrossim, que a reparação/manutenção do material degradado representa um sobrecusto de 40 milhões de euros. E calculam que o aluguer de composições a Espanha custará mais de 200 milhões de euros nos próximos 20 anos.

A CP tem anunciado um plano de investimento na frota, que inicialmente seria de 35 composições mas que entretanto terá sido reduzido para 28. O lançamento do concurso está prometido para o corrente trimestre.

 

 

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