O Parlamento Europeu adoptou a revisão do Regulamento relativo à segurança geral dos veículos (automóveis, comerciais ligeiros, autocarros e camiões).

A proposta aponta para que vários dispositivos passem a ser obrigatórios em modelos lançados a partir de Maio de 2022 e em todos os veículos em comercialização na Europa em Maio de 2024.

“Esta legislação salvará milhares de vidas nos próximos anos”, afirmou, após a votação, a relatora do Parlamento Europeu, Róża Thun.

Alguns equipamentos propostos por Bruxelas já equipam alguns veículos pesados, como a travagem de emergência ou o aviso de saída da faixa de rodagem. Outros já existem como opcional e a ideia é que se tornem obrigatórios, como o sistema de adaptação inteligente de velocidade, que, de acordo com Róża Thun, “poderá reduzir em 20% o número de mortes nas estradas da UE e fornecer ao motorista informações baseadas em mapas e sinais de trânsito quando a velocidade autorizada for excedida”. A relatora salienta, porém que não se trata de um limitador de velocidade, mas de um aviso.

Outros dispositivos que a UE pretende tornar obrigatórios são o medidor de álcool imobilizador, o aviso de sonolência e distracção do motorista, as câmaras de marcha-atrás ou, entre outros exemplos, uma espécie de “caixa preta” para registo de dados em caso de sinistro.

Bruxelas tem como objectivo, além disso, que camiões e autocarros protejam os utilizadores mais vulneráveis ​​(como ciclistas, peões, etc.) das vias públicas. A ideia que é que sejam mais visíveis para o motorista, de acordo com o princípio da “visão directa”, com menos dos chamados ângulos “mortos”. Isso implica não só portas envidraçadas do lado do passageiro, mas também sensores de presença ou câmaras de vigilância colocadas ao redor do veículo. Estes equipamentos serão, de acordo com a proposta aprovada no Parlamento Europeu, aplicados aos novos modelos a partir de Novembro de 2025 e a todos os modelos no mercado em Novembro de 2028.

O Regulamento, aprovado em plenário por larga maioria, será agora submetido à aprovação do Conselho de Ministros da UE. A sua adopção não é, contudo, final, já que terá de ser aprovada pelo novo Parlamento Europeu após as eleições europeias de Maio, antes que o Conselho possa dar o seu acordo final, previsto para Setembro próximo.

 

 

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