Um grupo de trabalho de executivos de topo da Cosco e da CSCL estará a estudar o modo de operacionalizar a fusão das duas companhias – ambas cotadas – que terá sido decidida pelo governo de Pequim.

CSCL

Depois da fusão da CNR e da CSR num gigante mundial de construção de material ferroviário, a China estará agora apostada em ter uma companhia de navegação à medida da sua presença no comércio mundial.

A decisão de integrar a Cosco e a CSCL terá sido já tomada, mas poderá demorar dois anos a concretizar-se porque o processo não será isento de dificuldades.

Desde logo, alertam os analistas, porque ambas as companhias integram grupos, ambas estão cotadas em Bolsa, têm performances financeiras diferentes e ambas actuam no mercado global – o que alertará as autoridades da Concorrência em todo o mundo.

Integrada na aliança CKYHE, a Cosco é a sexta maior empresa de transporte marítimo de contentores do mundo, enquanto a China Shipping, que integra a aliança Ocean Three, ocupa a sétima posição naquele ranking.

As duas companhias têm uma frota combinada de mais de 300 navios com uma capacidade total de 1,56 milhões de TEU. Números que fariam da nova entidade resultante da fusão o quarto maior transportador marítimo de contentores do mundo.

A Cosco colocou recentemente uma encomenda de dez navios de 19 000 TEU, num investimento avaliado em 1,4 mil milhões de dólares. A carteira de encomendas conjunta da Cosco e da CSCL soma 30 unidades e 445 000 TEU.

 

 

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