Em Espanha, um Comité de Peritos sugeriu ao governo aumentar o imposto sobre o diesel e lançar taxas sobre o uso das estradas. Em nome da redução das emissões e da poupança de energia. Os transportadores estão contra.

O comité foi criado pelo governo, a pedido do Congresso, para assessorar o Executivo na definição da futura estratégia do país em termos de energia e clima.

As propostas já terão sido entregues a Mariano Rajoy e, entre elas, constará um aumento de 29% do imposto que incide sobre o gasóleo e a  criação de uma taxa (vinheta) para o uso da actual rede vias rápidas.

A ideia será acelerar a descarbonização do transporte de mercadorias, favorecendo a adopção de energias mais limpas e a transferência modal das cargas para outros mais amigos do ambiente.

Fenadismer contesta

Sem surpresa, a Fenadismer rejeita com veemência as medidas propostas pelo relatório, que considera “ignorar a realidade do sector dos transportes rodoviários, tanto em termos de contribuição para o ambiente, em que a tecnologia actual dos camiões reduz em mais de 90% os gases poluentes emitidos para a atmosfera, como em questões fiscais, em que o sector contribui com quase 50% do total de impostos indirectos cobrados pelas finanças espanholas, especificamente mais de 12 mil milhões de euros por ano”.

A entidade acrescenta que a realidade do transporte rodoviário “também contrasta com os benefícios fiscais de que gozam os transportes aéreo, marítimo e ferroviário que têm isenção total de imposto sobre os combustíveis que consomem”.

A Fenadismer avisa ainda para o risco de “quebra da tendência de crescimento das exportações espanholas, que se tem mantido ao longo dos últimos três anos”, e que é em boa parte alavancada pelo transporte rodoviário.

 

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