Em Agosto, o movimento de mercadorias nos portos do Continente aumentou 6,8% em termos homólogos, e com isso o crescimento acumulado em 2016 duplicou, de 0,8% (no final de Julho), para 1,6% (no final do mês oito), revelam os dados da AMT hoje divulgados.

Porto de Leixões - monoboia

Ainda assim, o crescimento agora verificado é o mais baixo dos últimos anos, ficando muito longe dos 10,2% observados no final de Agosto de 2015, ou mesmo aquém dos 2,2% de 2014 (depois do salto de 12,9% em 2013).

Entre Janeiro e Agosto, os portos do Continente movimentaram 61,3 milhões de toneladas. Um recorde absoluto, sublinha a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, para logo o relativizar lembrando os 1,3 milhões de toneladas de petróleo bruto destinados a Leixões que passaram por Sines por causa da inoperacionalidade da monobóia oceânica do porto nortenho.

O desvio forçado acaba por não prejudicar os números de Leixões mas inflacciona os valores de Sines em 2,6 milhões de toneladas (resultado da descarga e carga do petróleo bruto) e, por via disso, o total nacional, que no final de Agosto registava um avanço homólogo de cerca de 900 mil toneladas…

Sines com liderança esmagadora

Sines continua a reforçar o seu domínio no sistema portuário nacional, valendo agora 54,4% do volume total de mercadorias movimentado nos portos do Continente (mais 0,6 pontos percentuais, em termos homólogos).

Sines é, de resto, o único porto a crescer nos primeiros oito meses do ano: 11,6%, ou 3,5 milhões de toneladas. Leixões recuou 4%, Lisboa 17,5%, Setúbal 3,3%, Aveiro 10%, Figueira da Foz 3,2%, Viana do Castelo 11,8% e Faro 42,6%.

Considerando as quotas de mercado, se Sines vale mais que todos os demais portos juntos, Leixões, o segundo maior, com uma quota de 19,5%, vale mais que Lisboa (10,4%) e Setúbal (8,2%) juntos.

Contentores e petróleo em alta

A carga geral continua a ser a principal tipologia de mercadorias movimentada nos portos do Continente, com um acumulado de 26 milhões de toneladas nos oito primeiros meses de 2016.

Na comparação com o mesmo período de 2015, o crescimento é de 2,7%, suportado sobretudo pelo aumento de 7,8% na carga contentorizada, a valer cerca de 21 milhões de toneladas.

Em alta esteve também a movimentação de granéis líquidos, a subir 5,6% até aos 23,2 milhões de toneladas, muito influenciada pelas cargas/descargas de petróleo bruto.

Ao invés, os granéis sólidos cederam 7,3%, para 12,1 milhões de toneladas, penalizada sobretudo pela quebra na movimentação de carvão.

8,1 milhões de toneladas em Agosto

Em Agosto, os portos do Continente movimentaram 8,1 milhões de toneladas, mais 6,8% em termos homólogos.

A carga geral avançou 4,2% até aos 3,4 milhões de toneladas, os granéis líquidos somaram 3,5 milhões de toneladas (mais 25,4%) e os granéis sólidos caíram 20,8% para 1,2 milhões de toneladas.

 

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