Este ano, as companhias aéreas deverão lucrar três mil milhões de dólares. Menos 500 milhões que o previsto em Dezembro. A culpa é do petróleo.

A IATA reviu hoje em baixa a estimativa dos lucros da indústria do transporte aéreo mundial, de 3,5 mil milhões de dólares, em Dezembro, para três mil milhões, agora.

A associação internacional justificou a redução com o aumento do preço médio do petróleo, dos 90 dólares/barril previstos no final de 2011 para os 115 dólares agora perspectivados. A confirmar-se a previsão, a factura do combustível das companhias aéreas atingirá os 213 mil milhões de dólares, o equivalente a 34% dos custos operacionais.

O downgrade poderia ser ainda pior, salientou a IATA, mas a crise europeia não se agravou tanto como o previsto, a economia dos EUA melhorou, a procura de carga aérea estabilizou (em baixa, mas estabilizou) e o aumento de oferta de capacidade está a ser menor.

As companhias europeias continuarão a enfrentar as maiores dificuldades. Para elas, a IATA manteve a previsão de Dezembro, de perdas de 600 milhões de dólares.

Ao invés, a região da Ásia-Pacífico volta a assumir-se como a “locomotiva” do sector, agora com uma estimativa de lucros de 2,3 mil milhões de dólares (mais 200 milhões que em Dezembro). Em alta estarão também as operadoras do Médio Oriente, a lucrarem 500 milhões (300 milhões no final do ano passado).

As companhias norte-americanas são as mais penalizadas com o aumento do crude, tendo a IATA reduzido a estimativa dos seus lucros, de 1,7 mil milhões para 900 milhões de dólares. A América Latina mantém a previsão de 100 milhões de lucros. E em África as perdas manter-se-ão também nos 100 milhões.

A confirmar-se a previsão de lucros de três mil milhões de dólares avançada agora pela IATA, isso representará uma margem de apenas 0,5%, insuficiente para sequer remunerar o capital investido.

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