Nos três primeiros meses do ano, os piratas atacaram 142 navios, sequestraram 18, mataram sete marinheiros, feriram 34 e fizeram reféns 344, de acordo com o último relatório do International Maritime Bureau’s (IMB).

É o pior registo de um primeiro trimestre desde que o IMB faz o seguimento da actividade da pirataria em todo o mundo, missão iniciada no princípio de 1991.

Os piratas somalis continuam a ser, de longe, os principais responsáveis pelo agravamento da situação. Dos 18 navios sequestrados 15 foram-no ao largo da costa da Somália e nas zonas do Golfo de Aden e do Mar Arábico. Dos 142 ataques a navios, 97 aconteceram na mesma região.

Os navios-tanques de grandes dimensões são os alvos preferenciais dos piratas somalis. Dos 97 navios atacados na região, 37 eram navios-tanques e 20 tinham mais de 100 mil toneladas TDW.

No primeiro trimestre foram também registados actos de pirataria nas costas da Malásia e da Nigéria, reportou o IMB. Ao largo da costa da Índia, as forças navais locais capturaram 61 piratas somalis.

O IMB, um departamento da Câmara de Comércio Internacional (ICC), sublinha o agravamento da situação no seu relatório e desafia a comunidade internacional a tomar acções mais duras no combate à pirataria. Lembra a propósito que são conhecidas as localizações de alguns dos navios a partir dos quais os piratas lançam os seus ataques.

Na última contagem feita a 31 de Março passado, o IMB concluiu que só os piratas somalis terão em seu poder 28 navios e 596 marítimos.

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