O Bureau Marítimo Internacional (BMI) registou 191 incidentes de pirataria ou assalto à mão armada nos mares de todo o mundo em 2016, um número menor do que os 246 do ano anterior.
Pirataria

No total, 150 navios foram abordados, 12 estiveram debaixo de fogo e sete foram desviados. 22 ataques foram impedidos. O número total de reféns caiu para 151.

Quanto ao número de pessoas raptadas com pedido de resgate, foi de 62 em 15 incidentes. “Um pouco mais de metade foi capturada na África Ocidental, enquanto 28 foram raptados de reboques, barcaças, navios pesqueiros e, mais recentemente, de navios mercantes nas costas da Malásia e da Indonésia”, indica o relatório do BMI.

O número de raptos de tripulações de navios no Mar de Sulu, entre as Filipinas e a Malásia, triplicou em 2016, a maior subida numa década .

Além de África Ocidental, Malásia, Indonésia e o Mar de Sulu, outros pontos críticos para a pirataria são o Golfo da Guiné na costa da Nigéria, a Somália, o porto de Callao (Peru), Vung Tau (Vietname) e o Bangladesh.

No Golfo da Guiné, 34 tripulações foram raptadas em nove incidentes no ano passado, enquanto os incidentes de pirataria ascenderam a 36 (contra 14 em 2015). Contudo, foram registados apenas dois incidentes ao largo da Somália em 2016.

Em relação ao Peru, foram registados 11 incidentes no ano passado, contra nenhum em 2015, segundo a American Shipper. Dez daqueles 11 incidentes aconteceram no porto de Callao. Vung Tau teve sete incidentes (contra 15 em 2015) e o Bangladesh três (11 em 2015).

 

 

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