A pirataria e os assaltos a navios caíram, na primeira metade do ano, para mínimos desde 1995, mas estão em alta no Golfo da Guiné, conclui o Bureau Marítimo Internacional (IMB, na sigla em inglês) da Câmara Internacional de Comércio (ICC).

Pirataria

Até ao final de Junho registaram-se 98 incidentes, o que compara favoravelmente com os 134 verificados no período homólogo e fica muito longe dos 445 ocorridos ainda no início da década.

Como explicações para a quebra da actividade delituosa, o IMB refere a melhoria das condições de segurança nas águas da Indonésia e o sucesso no combate aos piratas somalis que actuam na região do Corno de África

Ao invés, refere, a situação nas águas do Golfo da Guiné, em particular ao largo da Nigéria, é preocupante, não apenas pelo aumento do número de ocorrências mas também pela violência das acções dos piratas.

No balanço que faz do primeiro semestre, o IMB contabiliza 72 navios abordados pelos piratas e 64 marítimos feitos reféns a bordo (contra 250 há um ano).

Apesar da melhoria da situação que os números ilustram, o IMB renova os apelos à actuação cautelosa das companhias de navegação e à acção concertada dos governos e das forças de segurança no combate à actividade criminosa.

 

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