Os ataques de piratas a navios na zona do Golfo de Aden regrediram mais de 50% desde o início do ano. Ao invés, estão em crescendo na costa ocidental de África, de acordo com os dados do IMB.

Até Setembro, reporta o International Maritime Bureau, verificaram-se no Golfo de Aden 255 incidentes de ataques de piratas, dos quais 70 ocorreram ao largo da costa da Somália. Em consequência, 11 navios foram capturados pelos piratas e 188 marinheiros foram feitos reféns.

O IMB fala numa quebra de 54% face ao mesmo período de 2011. Atribuível à acção das forças navais presentes na região (cerca de 30 navios da União Europeia, EUA, Rússia, Índia e China) e também ao uso crescente de guardas armados a bordo dos navios.

Actualmente serão mais de 140 as empresas privadas a oferecerem serviços de segurança a bordo. Um “boom” que é motivo de preocupação para as autoridades, uma vez que a actividade destas forças permanece desregulada.

Preocupante é também o aumento da actividade dos piratas na costa ocidental de África. O Golfo da Guiné e as costas da Nigéria e do Togo são cada vez mais teatros da actuação dos piratas locais, que cada vez se aventuram mais longe. Também nas águas indonésias se tem assistido a um aumento dos incidentes.

A ameaça da pirataria a nível global representa um sobrecusto de 12 mil milhões de dólares para a indústria do transporte marítimo. Por causa dos prémios dos seguros, pela utilização de guardas armados a bordo, pelas perdas de navios e cargas (quando não de vidas humanas), ou pelo pagamento de resgate milionários.

Comments are closed.