A pirataria no Golfo da Guiné, na África Ocidental, diminuiu em 2015, à medida que o preço do petróleo caiu para o nível mais baixo desde 2002.

Pirataria

No entanto, embora os ataques a navios tenham decaído no ano passado, as nações que fazem fronteira com o Golfo devem trabalhar para continuar a melhorar a coordenação da segurança, alertou Florentina Adenike Ukonga, secretária executiva da Comissão do Golfo da Guiné, em uma entrevista em Yaoundé, nos Camarões, na segunda-feira.

“Com o preço do petróleo abaixo dos 30 dólares por barril, a pirataria não é um negócio tão rentável como era quando os preços atingiram 106 dólares o barril, há alguns anos”, disse ela. “A queda dos preços tem contribuído muito para redução da pirataria e de outros crimes no Golfo da Guiné”.

Os ataques a navios que transportam petróleo no Golfo da Guiné caíram cerca de um terço em 2015 face ao ano anterior, segundo um relatório da consultora britânica Dryad Maritime.

Mas, avisa Florentina Ukonga, “há o risco de os ataques voltarem a crescer, uma vez que a cotação do petróleo recupera”.

Note-se que a Nigéria, o maior produtor de petróleo da África, está localizada no Golfo da Guiné. 
* Com Bloomberg

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