Os ataques de pirataria voltaram a aumentar em 2018, após três anos de descidas, de acordo com o Bureau Marítimo Internacional (IMB, na sigla em inglês) da Câmara Internacional de Comércio (ICC).

O IMB registou um total de 201 ataques de pirataria no ano passado, mais 12% do que em 2017. A África Ocidental foi a região com maior subida de ocorrências.

O documento coloca o Golfo da Guiné como uma área cada vez mais perigosa para as tripulações. Os ataques nas águas entre a Costa do Marfim e a República Democrática do Congo totalizaram 79 em 2018, mais do dobro dos registados no ano anterior. Além disso, os seis sequestros de navios e 13 dos 18 incidentes em que foram disparados tiros ocorreram naquela região. O relatório assinala ainda que nos últimos três meses de 2018 houve até 41 sequestros em águas nigerianas.

Na análise da pirataria na Somália em 2018 não há registo de sequestro de navios, mas o IMB continua a aconselhar os comandantes das embarcações a manterem “elevados níveis de vigilância quando transitarem por essas águas” e a seguirem “as recomendações mais recentes”.

Nem tudo são, com efeito, más notícias, no relatório do IMB. De facto, há regiões em que o número de incidentes de pirataria diminuiu pelo terceiro ano consecutivo. Um desses casos é a Malásia, com o sequestro de cinco tripulantes de dois navios de pesca. Outro são as Filipinas, onde dez incidentes foram registados, em comparação com 22 em 2017.

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