Mais de um ano volvido sobre a data prevista para o arranque das operações, a plataforma logística de Castanheira do Ribatejo continua sem clientes e, logo, sem obras.

Os anos passam e o Portugal Logístico tarda em passar dos powerpoint para o terreno. As principais plataformas previstas no plano apresentado pelo Governo de José Sócrates e Ana Paula Vitorino ou foram abandonadas, ou estão paradas, ou avançam a passo de caracol.

É o caso da plaforma logística de Castanheira do Ribatejo, promovida pela Abertis Logística, agora Saba Parques Logísticos. A disponibilidade das primeiras naves logísticas estava prevista para o ano passado, mas outro ano passou e hão há clientes.

Anunciada como indo ocupar uma área total de 100 hectares, com 500 mil metros quadrados construídos, e com uma oferta de módulos flexíveis de 2 500 m2 a 30 000 m2, a plataforma ficou-se, para já, pela construção dos acessos.

A promotora espanhola mantém no entanto a intenção de avançar com o projecto. Só não se sabe quando. O “JdN”, que hoje noticia o assunto, cita uma fonte oficial da edilidade de Vila Franca de Xira, dizendo que “a nova empresa responsável pelo projecto (Saba Parques Logísticos) informou o Município que vai manter o investimento. As naves começarão a ser construídas logo que tenha contratos assinados com clientes, não havendo, para já, data prevista para o arranque destas obras”.

Da outra plataforma logística urbana do Portugal Logístico, prevista para se localizar a Norte do Porto, na zona da Trofa, já ninguém fala. A Somague chegou a mostrar-se interessada mas abandonou o projecto.

De novo a Sul, no Poceirão, a plataforma promovida pelo consórcio liderado pela Mota-Engil e pelo BES começou por crescer, em área e investimento anunciados, para depois ir diminuindo à medida que o tempo passava. Hoje o projecto estará circunscrito a 20%. E o grupo Jerónimo Martins é o único cliente conhecido.

No que toca às plataformas logísticas portuárias, a de Leixões avança devagar e exclusivamente por iniciativa da APDL e a de Aveiro resume-se para já ao pólo de Cacia. A ZAL de Sines é a única já com empresas instaladas e a operar.

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