As obras de infra-estruturação da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu iniciar-se-ão no primeiro semestre do próximo ano. As primeiras naves surgirão ao longo de 2013.

No imediato serão infra-estruturados 140 dos 540 hectares previstos para a plataforma logística de Badajoz. As obras deverão prolongar-se entre 14 e 18 meses. Falta apenas “luz verde” do Ministério do Fomento espanhol.

A Plataforma do Sudoeste propõe-se, em coordenação com os portos de Sines e de Lisboa, captar os tráfegos da fachada atlântica com origem ou destino nas Américas, África e Europa. No caso particular de Sines, foram já realizadas acções conjuntas de promoção junto de investidores americanos.

A plataforma de Badajoz contará com um terminal ferroviário de mercadorias, que se pretende funcione como porto seco e como terminal alfandegário. O projecto é da responsabilidade da Adif. Mas a sua viabilidade está dependente da concretização da ligação Lisboa-Madrid, que o Governo português se propõe reformular.

Recentemente, responsáveis políticos dos dois lados da fronteira, reunidos em Elvas, aprovaram a “Declaração do Caia”, onde defendem a concretização da prevista ligação de Alta Velocidade ferroviária entre Lisboa e a fronteira, e daí até Madrid e além-Pirinéus.

Assim arranquem as obras de infra-estruturação dos terrenos, os responsáveis da plataforma logística de Badajoz propõe-se avançar também com a comercialização dos espaços. Juan Francisco Romero, director-geral do empreendimento, afirmou ao “Diário del Puerto” a convicção de que a empresa a instalar-se ali será do sector agro-alimentar, seguindo-se-lhe uma empresa logística. Mas a aposta vai também para captar indústrias transformadoras.

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