A Janela Única Logística (JUL) vai estender-se à plataforma logística de Elvas e, por ela, Extremadura adentro, espera-se, ao longo do Corredor Atlântico. A ministra do Mar falou hoje num novo paradigma nas relações logísticas entre Portugal e Espanha.

Responsáveis da DRGM, dos portos de Lisboa e Sines, da Câmara Municipal de Elvas e da Transitex assinaram hoje, em Elvas, um protocolo para a extensão da JUL à plataforma logística daquela cidade, que o município e o operador logístico da Yilport têm vindo a dinamizar.

Sendo a de Elvas uma plataforma fronteiriça, “gémea” da que está a desenvolver-se no país vizinho, em Badajoz (e que também está envolvida no desenvolvimento da JUL portuguesa), o que se pretende, no limite, “que não haja fronteira para que as nossas mercadorias possam entrar, possam circular e que possam estar georreferenciadas sem que haja qualquer entrave àquilo que é a livre circulação de mercadorias”, sublinhou o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha.

Mudança de paradigma

Em Elvas realizou-se hoje “uma reunião extremamente importante com o presidente do Governo da Extremadura espanhola, com o presidente da Câmara Municipal de Elvas, em que concluímos das vantagens que existem, para todas as partes, de haver uma abordagem conjunta daquilo que é a logística nesta região”, sintetizou, aos jornalistas, a ministra do Mar.

No final, foi também assinado um memorando de entendimento em matéria de logística transfronteiriça, que “permite ligar” as plataformas e todos os procedimentos logísticos da área espanhola com os procedimentos e as
plataformas logísticas do território português. “Desta forma, podemos potenciar as capacidades de ambos os países e de todas estas empresas”, sublinhou Ana Paula Vitorino.

Para a ministra do Mar, este acordo ultrapassa a modernização desta área, considerando que através do mesmo vai haver uma “mudança de paradigma” no sector, deixando os dois países de trabalhar “cada um para seu lado” e de “costas voltadas”.

Em sintonia, o presidente do Governo Regional da Extremadura, Guillermo Fernández Vara, considerou que a assinatura do memorando vem”reforçar” a “união” entre os dois países.

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