A obra já vai a meio e a autarquia mantém que há vários interessados em instalar-se nela, mas para já a Plataforma Logística de Valença deverá arrancar com um campus da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnicos de Viana do Castelo.

A Plataforma Logística de Valença, prevista no Portugal Logístico, deverá estar operacional em Maio do próximo ano. As obras de construção arrancaram há cerca de um ano, já estão executadas a mais de 50% e representarão um investimento de seis milhões de euros.

“Um ano após o lançamento da empreitada, todas as estruturas dos edifícios estão bem definidas e muitas já com as coberturas rematadas”, avança a autarquia de Valença em comunicado.

De acordo com uma nota à imprensa, a obra “avança agora para a fase das instalações técnicas com o apetrechamento dos edifícios e a sua preparação para acolher as várias valências”.

O Centro de Inovação e Logística de Valença (CILV), como é agora designado, “irá acolher o novo campus académico da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), um centro de divulgação de ciência, um centro de formação, um ninho de empresas, um centro de apoio às atividades empresariais e a zona de lazer”.

A primeira fase do CILV envolve uma área industrial com cerca de 70 hectares, seguindo-se mais 50 hectares, ambas para instalação de empresas e unidades indústrias.

A par das estruturas de ensino e de apoio à ciência e à atividade empresarial, adiantou o município, “a zona de lazer, vai incluir um anfiteatro com capacidade para 500 pessoas sentadas, um espelho de água, uma pista de manutenção, um campo desportivo multiusos e várias praças”.

O CILV foi uma das 12 plataformas projectadas em 2008 no âmbito do Plano Portugal Logístico. Na altura, previa-se potenciar a centralidade de Valença na eurorregião Norte de Portugal e Galiza, tirar partido da acessibilidade rodoferroviária e da oferta das infra-estruturas aéreas e portuárias dos dois lados da fronteira.

Jorge Mendes, que assumiu a presidência da autarquia local em 2009, assegura que continua a existir “interesse” de várias multinacionais, nomeadamente espanholas, para instalação na futura plataforma logística, tirando partido da posição transfronteiriça.

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