Apesar da crise, a maior plataforma logística da Europa já pensa em duplicar a área, de preferência com o recurso a capitais orientais. Para garantir a liquidez imediata prepara-se um aumento de capital.

A plataforma de Saragoça dispõe actualmente de uma área de 1 280 hectares, estando 20% do solo logístico ainda disponível para venda. Os planos apresentados por Ricardo Garcia Becerril, o gestor do projecto, apontam para a expansão para Sul, para a envolvente da infra-estrutura ferroviária, numa extensão de cerca de 1 200 hectares.

Desta feita, porém, o investimento não deverá ser suportado directamente pela entidade gestora da Plaza, mas antes por investidores privados, nomeadamente orientais, admitiu.

Há cerca de um mês a sociedade gestora da Plaza fechou a venda de 52 parcelas, de entre 300 e 600 metros quadrados, a investidores chineses, que ali pretendem implementar um entreposto para as suas actividades comerciais entre o Extremo Oriente e a Europa. O negócio, de 14 milhões de euros, demorou meses a negociar.

A intenção de entregar aos privados o desenvolvimento da segunda fase da plataforma logística de Saragoça justificar-se-á também pelas dificuldades com que se debate actualmente a entidade promotora. As dívidas acumuladas, avaliadas em 177 milhões de euros, são muito inferiores aos activos (só os 20% em comercialização poderão valer uns 230 milhões de euros), mas as vendas estão em baixa e agora surgiu uma sentença que impõe um pagamento quase imediato de 17 milhões de euros a uma sociedade imobiliária.

A necessária liquidez poderá surgir com um aumento de capital de 20 milhões de euros, mas aí entra em cena a difícil situação da economia espanhola, em particular das “caixas” – e há duas, com uma posição conjunta de cerca de 36% no capital da Plaza. O governo de Aragão (com 51% do capital) e o Ayuntamiento de Saragoça (cerca de 12%) são os restantes accionistas.

Ricardo Becerril não adianta, por isso, o cronograma para a expansão da maior plataforma logística da Europa. Outrossim, anuncia para breve a operação do Truck Center, que disporá de 70 mil metros quadrados para o parqueamento de camiões, e de outro tanto para serviços aos veículos e aos motoristas.

Comments are closed.