A melhoria da operacionalidade do terminal de contentores de Santa Apolónia e das acessibilidades marítimas são as principais novidades do Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030 para o porto de Lisboa.

A ideia de desactivar a movimentação de mercadorias na margem no território da capital estará definitivamente abandonada. Já se sabia que o terminal de contentores de Alcântara se ia manter, mas agora o PNI 2030 aponta também o futuro para o terminal de Santa Apolónia.

A proposta do Governo em apreciação na Assembleia da República contempla o aumento da “eficiência do terminal de contentores de Santa Apolónia, aproximando a capacidade do cais à capacidade do parque, gerando a criação de 32 postos de trabalho”.

Ou seja, o concessionário do terminal, controlado pela Yilport, deverá investir em equipamentos de movimentação de cargas na frente de cais, com isso expandindo a capacidade e tirando melhor partido da área do terminal.

A mesma Yilport, mas agora através da Liscont, concessionária do terminal de contentores de Alcântara, deverá investir na modernização daquela infra-estrutura, beneficiando até da prevista ligação da Linha de Cascais à Linha de Cintura para ter o “desnivelamento do ramal de acesso e feixe interno ao terminal de Alcântara”. Serão ali criados 285 postos de trabalho, é dito.

Mas o projecto de Alcântara já vem do anterior plano de investimentos lançado pelo Governo para o horizonte 2020. O mesmo acontecendo com o terminal do Barreiro (3 000 postos de trabalho)  ou a melhoria da navegabilidade do Tejo até Castanheira do Tejo, para o tráfego fluvial de contentores (180 postos de trabalho).

Novidade será, então, a melhoria das acessibilidades marítimas, mediante o aprofundamento do canal da barra, com isso permitindo a demanda do porto de Lisboa por navios – de mercadorias e de passageiros – de maiores dimensões.

O PNI 2030 propõe ainda para o a capital a construção do Campus do Mar em Pedrouços e a construção de um molhe de protecção à Doca de Pedrouços, entre outras intervenções.

O montante global dos investimentos previstos ascende a 665 milhões de euros, a suportar pela Administração do Porto de Lisboa, pela Infraestruturas de Portugal e (a maior fatia) pelos concessionários e operadores, actuais e futuros.-

 

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