A P&O Ferries decidiu substituir as tripulações portuguesas que emprega nas rotas do Mar do Norte por tripulantes filipinos. A polémica está instalada.

A partir da próxima semana, as tripulações portugueses do Pride of Hull e do Pride of York, navios da P&O Ferries que ligam o porto de Hull a Roterdão e Zeebrugge serão substituídas por equipas de marítimos filipinos. A mudança foi confirmada pela empresa.

Os sindicatos britânicos locais denunciaram a situação e alertam para os riscos para a segurança de pessoas e bens e para as perdas de postos de trabalho. A P&O Ferries respondeu e garantiu que as contratações dos tripulantes filipinos obedecem às regras da ITF (Federação Internacional de Trabalhadores) e que os salários que serão pagos são justos, comparados com os níveis dos salários nos seus países de origem”. Para a companhia, os sindicatos estão a politizar uma “simples mudança de tripulações.

Segundo as notícias vindas a público, as tripulações filipinas estarão sujeitas a jornadas de trabalho de seis meses, enquanto os marítimos portugueses apenas cumpriam dois meses seguidos a bordo.

Os sindicatos alertam que as tripulações portuguesas já seriam pagas abaixo do salário mínimo nacional, o que terá motivado protestos, mas que a situação tenderá agora a piorar, inviabilizando por completo a contratação de trabalhadores locais.

 

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