A Porlis, empresa de trabalho portuário detida pela Yilport, está a contratar 30 estivadores, dando prioridade aos trabalhadores da A-ETPL.

“Tendo em conta a situação financeira da A-ETPL (cuja insolvência já foi requerida judicialmente no dia 26/02/2020), a Porlis foi contactada pelas suas clientes, para satisfazer necessidades de mão-de-obra para o porto de Lisboa”, refere a empresa, em comunicado.

E acrescenta: “a Porlis tem disponíveis 30 vagas para trabalhador portuário, as quais (…) gostaria de preencher preferencialmente entre o universo de trabalhadores da A-ETPL, atendendo à experiência dos mesmos”.

Como contrapartida, a empresa diz que “garantirá o montante retributivo total, que seja actualmente auferido”.

O processo de recrutamento decorre até à próxima segunda-feira.

A Porlis, recorde-se, foi criada pelo então Grupo Tertir num contexto de agitação laboral no porto da capital e dificuldades da A-ETPL. Em 2016, no acordo firmado entre operadores e SEAL, ficou prevista a extinção da empresa e a integração dos seus 15 trabalhadores (à altura) na A-ETPL. Mas tal não veio a verificar-se.

Os estivadores do porto de Lisboa estão em greve desde o passado 19 de Fevereiro. Os accionistas da A-ETPL decidiram entretanto requerer a insolvência da empresa. E o Grupo ETE anunciou a criação da sua própria empresa de trabalho portuário.

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