Do ponto de vista técnico, nada impede a construção de navios porta-contentores de 20 000 ou mesmo 22 000 TEU, garantiu um director de projecto da Ocean Shipping Consultants, na TOC Europe de Roterdão.

Maersk-Mckinney-Algeciras

O vigoroso crescimento dos navios porta-contentores em termos de capacidade não dá sinais de abrandamento. O director de projecto da Ocean Shipping Consultants, Andrew Penfold, indicou, na conferência TOC Europe, em Roterdão, que ao aumento da capacidade para 19 000 TEU estão já a seguir-se projectos para navios ainda maiores.

“Temos trabalhado em estreita cooperação com a Lloyd’s Register e podemos confirmar que não há razões técnicas que impeçam os navios de ultrapassarem os 20 000 TEU. E temos tido conversas sobre navios de 22 000 TEU”, disse.

A Maersk Line, que encomendou há pouco tempo 11 navios de 19 630 TEU é uma das empresas atenta a esta evolução, mas a estagnação do mercado recomenda prudência. “Não quisemos passar aquela fasquia [dos 19 630 TEU] porque queremos crescer em linha com o que prevemos seja o crescimento do mercado”, indicou, no evento, o responsável pela rede e compras da companhia dinamarquesa, Hans Augusteijn.

Embora a indústria pareça ter interesse no contínuo crescimento das dimensões dos navios, o tema começa a deixar de ser unânime. Com efeito, como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS tem noticiado, os mega-navios oferecem mais economias de escala e maior eficiência de combustível (embora este último atributo já tenha alguns defractários), mas, por outro lado, levantam problemas em termos da produtividade das operações nos terminas portuários.

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