No espaço de um trimestre, a frota de porta-contentores imobilizados caiu 47%. Uma tendência que deverá manter-se com a aproximação da época alta, reporta a BIMCO.

Entre meados de Março e meados de Junho, a capacidade agregada dos navios porta-contentores imobilizados decaiu de mais de 900 mil TEU para cerca dos 480 mil TEU. Por causa do aumento da procura e também da subida dos fretes.

Acresce que nos primeiros cinco meses do ano entraram ao serviço 88 novos navios porta-contentores, com uma capacidade agregada de 654 mil TEU. No mesmo período foram desmantelados 60 embarcações, com uma idade média de 25 anos e representando uns 109 200 TEU.

Tudo contabilizado (os novos navios, os abatidos e os que voltaram a operar), a frota de porta-contentores activa terá crescido 3,6% nos primeiros cinco meses do ano, conclui a BIMCO.

A tendência de crescimento deverá manter-se, quer pela entrega de novos navios, quer pela reactivação de outros, por causa da aproximação da época alta, que deverá impulsionar também o movimento de subida dos fretes.

A BIMCO alerta no entanto para o facto de alguns operadores se terem visto obrigados a adiar as suas sobretaxas de época alta, ao mesmo tempo que avisa para os aumentos anunciados para o arranque de Julho próximo.

Em baixa estão as encomendas de novos navios. Desde Janeiro, decaíram 16%, em capacidade de transporte, comparativamente com o período homólogo de 2011. Mas a situação poderá alterar-se, até por acção dos estaleiros, que estão a oferecer descontos importantes para preencherem de novo os seus livros de encomendas.

Numa antevisão do que poderá ser o resto do ano, a BIMCO mostra-se moderadamente optimista sobre a evolução do transporte marítimo de contentores, assim os operadores saibam gerir o equilíbrio entre a oferta e a procura, e com isso sustentarem os fretes em níveis de rendibilidade positiva.

 

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