Os transportadores rodoviários de mercadorias poderão ter de pagar mais cerca de 2 500 mensais de portagens por cada veículo, em consequência do fim das SCUT, a partir de amanhã.

António Mousinho, presidente da Direcção da Antram, reconhece que as contas são difíceis de fazer, dependendo “do tráfego e das rotas que cada operador utiliza com mais frequência”. Ainda assim, avança com uma estimativa de 2 500 euros por cada veículo pesado de mercadorias.

Os descontos e isenções anunciados pelo Governo não convencem o líder da Antram, até porque são temporários e “não fazem sentido”.

A situação deverá agravar-se com a generalização das portagens às demais SCUT.

O sobrecusto para os transportadores rodoviários de mercadorias é importante, até porque não é o único, lembra António Mousinho. O preço dos combustíveis também está a aumentar e a banca está a dificultar o crédito.

E porque “as empresas já emagreceram tudo o que era possível emagrecer”, a alternativa passará por transferir os acréscimos de custos para os clientes, o que originará uma verdadeira “bola de neve”.

Amanhã deverá iniciar-se a cobrança de portagens nas SCUT nortenhas. O Tribunal Central Administrativo do Norte deu seguimento à providência cautelar interposta pelas autarquias do Vale do Sousa e da Maia, mas o Governo deverá invocar o interesse público para avançar com o processo.

Ainda assim, a admissão da providência cautelar permite alimentar ainda uma esperança de, a prazo, reverter a cobrança das portagens, caso em que o Estado, através da Estradas de Portugal, teria de devolver as importâncias entretanto cobradas.

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