Angola conta com o futuro porto de águas profundas de Cabinda para dinamizar o transporte de mercadorias, em concorrência com os portos da R.D. Congo, e para afirmar a sua soberania sobre o rio Zaire. No entretanto prosseguem as obras de expansão da ponte-cais existente.

O porto de águas profundas a ser construído em Cabinda vai assegurar a soberania de Angola sobre as águas territoriais do rio Zaire, através da presença constante dos transportes da rede de cabotagem, disse recentemente, na cidade de Cabinda, o ministro dos Transportes angolano.

Augusto da Silva Tomás adiantou que o porto permitirá também impor sobre o rio Zaire um movimento comercial significativo de armação e de bandeira angolana, equilibrando o poderio e o quase monopólio dos portos de Boma e de Matadi, da República Democrática do Congo.

Segundo o ministro, que falava à margem de um Fórum Empresarial organizado pelo governo local, uma vez em funcionamento, o porto permitirá a existência de rotas comerciais nacionais num percurso de mais de 200 quilómetros de extensão (de Cabinda a Nóqui), que serão uma mais-valia para a criação de oportunidades de negócios.

Citado pela “Angop”, Augusto Tomás previu que as rotas comerciais angolanas dinamizarão mais actividades económicas e mais emprego nas regiões ribeirinhas, hoje muito despovoadas, por falta de projectos de investimento e de iniciativas empresariais com verdadeira dimensão económica.

A execução do projecto está prevista para o período de 2013 a 2015.

Entretanto, decorrem as obras de expansão das instalações portuárias existentes, nomeadamente a construção de uma ponte-cais de maiores dimensões, com 319 metros de comprimento e 12 metros de largura, que permitirá a atracação de dois navios de grande porte em simultâneo e com calados entre oito e 10 metros.

As obras estão a cargo da China Gezhouba Group Company (CGGC), empresa estatal com sede em Pequim.

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