Em Janeiro, o movimento de mercadorias nos portos do Continente caiu 9,7%. Entre os principais, só Leixões cresceu e Aveiro ultrapassou Setúbal.

No primeiro mês do novo ano, os portos do Continente processaram 7,5 milhões de toneladas, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Sines manteve a liderança destacada, mas perdeu 16,8%, para 3,8 milhões de toneladas. Ao invés, Leixões avançou 12,3% até aos 1,8 milhões de toneladas. Lisboa recuou 17,3%, com 788,8 mil toneladas movimentadas.

Num quadro pintado de vermelho, Aveiro também cedeu face a Janeiro de 2019, mas apenas 1,3%, e com 477,2 mil toneladas logrou subir ao quarto posto do ranking, ultrapassando Setúbal, que afundou 17,7% e fez apenas 44,4 mil toneladadas.

Os portos mais pequenos, esses cresceram: 13,6% a Figueira da Foz até às 166,5 mil toneladas, e 3,4% a Figueira da Foz, até às 30 mil.

Carvão reduzido quase a zero

Considerando os principais agregados de carga, apenas os granéis líquidos tiveram um comportamento genericamente positivo (+15,8%) em Janeiro, com 3,4 milhões de toneladas movimentados. Destaque para o petróleo bruto, com um ganho homólogo de 22,3% e 1,4 milhões de toneladas.

A carga geral caiu 14,5%, para 3,1 milhões de toneladas, arrastada pela quebra de 18,4% na carga contentorizada (2,4 milhões de toneladas). A carga fraccionada subiu 7% até às 503 mil toneladas. E a carga ro-ro, que há muito subia continuamente, cedeu 4,4% para 140,6 mil toneladas.

Os granéis sólidos tiveram, de longe, a pior performance, com um afundanço de 41,8% e apenas um milhão de toneladas movimentadas. O carvão praticamente desapareceu (menos 98,6%!), tendo-se assim perdido 589 mil toneladas.

Comments are closed.