O porto de Lisboa arrisca-se a começar o ano novo com o “pé esquerdo”, com cinco dias de greves parciais e a recusa, por tempo indeterminado, de prestação de determinados serviços pelos trabalhadores portuários.

Até ao momento resultaram infrutíferas todas as tentativas para resolver o diferendo que opõe os trabalhadores portuários aos operadores portuários de Lisboa. E assim o porto da capital arrisca, já a partir de 3 de Janeiro, não uma mas duas greves.

Num caso, o sindicato dos trabalhadores portuários anuncia paralisações parcelares (slow down), entre os dias 3 e 7 de Janeiro. As várias paragens diárias anunciadas começarão por ser de apenas meia hora cada, no primeiro dia, mas chegarão às seis horas cada, no último dia.

A acção visa contestar a decisão da empresa de trabalho portuário do porto de Lisboa de fazer cessar o contrato de trabalho de 17 trabalhadores, com efeito a partir do próximo dia 31 do corrente. O sindicato contesta aquilo que considera ser um “despedimento colectivo ilegítimo e encapotado”.

A segunda greve traduzir-se-á na recusa à prestação de serviço sempre que forem utilizados trabalhadores eventuais/temporários em funções especializadas, quando as equipas não estiverem completas, ou quando houver operações portuárias sem utilização de trabalhadores portuários.

Este protesto iniciar-se-á também no próximo dia 3 de Janeiro e manter-se-á por tempo indeterminado, segundo o sindicato.

A conjugação das duas acções afectará o normal funcionamento do porto de Lisboa, de tal forma que os utilizadores daquela infra-estrutura já deitam contas aos prejuízos que daí advirão.

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