Juntas, a Administração do Porto de Lisboa, a Comunidade Portuária de Lisboa e a CP Carga querem desenhar soluções logísticas que favoreçam o desenvolvimento da actividade portuária, o alargamento do hinterland à Península Ibérica e reduzam o impacte do transporte rodoviário.

O protocolo hoje assinado pelos presidentes das três entidades fixa objectivos ambiciosos: duplicar no espaço de um ano os fluxos marítimo-ferroviários, retirar cerca de 40 mil camiões/ano da malha urbana de Lisboa e canalizar para soluções terrestres de baase ferroviária a nova procura.

Para o primeiro ano perspectiva-se o transporte de 500 mil toneladas, com crescimentos anuais na ordem dos 20% nos primeiros cinco anos.

A componente ferroviária é tida como fundamental para garantir o futuro do porto de Lisboa, que não pode mais crescer à custa do aumento do tráfego de camiões, por questões ambientais e de congestionamento da malha urbana.

O plano de expansão do terminal de Alcântara, recorde-se, prevê a criação de uma nova gare ferroviária de mercadorias e a sua ligação, por túnel, à Linha de Cintura e, por ela, à rede ferroviária nacional. Mas o projecto está em “banho-maria”.

A CP Carga, por seu turno, reclama 100% de quota do mercado nos portos nacionais. E quer replicar, na medida do possível, o caso de sucesso de Sines, hoje a maior plataforma ferroviária nacional.

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