A capacidade instalada do porto de Lisboa para a movimentação de contentores deverá esgotar-se cerca de 2023-2026, ou ainda antes, prevê a AT Kearney no estudo sobre o noivo terminal da Trafaria.

A consultora estima que nessa altura, num horizonte de dez a 13 anos, o porto da capital estará a movimentar entre 1,5 milhões e 1,7 milhões de TEU. No ano passado, Lisboa processou cerca de 485 mil TEU, penalizado pelas greves sucessivas dos estivadores. Em 2011, contabilizaram-se 542 mil TEU.

O cenário traçado pela consultora contratada pela APL prevê, pois, que o movimento de contentores triplique em Lisboa num prazo de 10-13 anos.

O esgotamento da capacidade instalada poderá acontecer ainda antes, lembra, considerando que o terminal de contentores de Alcântara já está a trabalhar acima dos 70%.

O Governo pretende lançar o concurso para o novo terminal de contentores da Trafaria atá ao final do corrente ano. A primeira fase deverá estar operacional em 2019, com uma capacidade de um milhão de TEU/ano. Quando concluído, o terminal deverá poder movimentar 2,1 milhões de TEU/ano.

No entretanto, os terminais de mercadorias em Lisboa serão desactivados, segundo os planos do Executivo, permanecendo apenas em aberto o futuro do terminal de Alcântara, por causa do imbróglio da concessão da Liscont.

O cenário macro traçado pela AT Kearney para o sector portuário aponta para que em 2048 os portos nacionais movimentem 34-40 milhões de toneladas de carga contentorizada, o que também é três vezes mais que os números actuais. Sendo que Lisboa, assume-se, manterá uma quota de 36%. No ano passado, Lisboa contou 4,9 milhões de toneladas em contentores, e em 2011 atingiu os 5,6 milhões.

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