O terminal de contentores do Barreiro será o núcleo central de uma mega-candidatura que o Porto de Lisboa está a preparar para apresentar até 26 de Fevereiro na primeira chamada dos fundos CEF.

A notícia é avançada pelo “DE”, que cita a presidente da administração portuária da capital justificando que “apercebemo-nos [após uma reunião em Bruxelas] de que as novas regras de candidaturas a fundos comunitários favorecem que apresentemos uma candidatura ‘umbrella’ de vários projectos associados e é nesse sentido que vamos já esta semana começar a trabalhar”.

Assim, a candidatura a apresentar incluirá, não apenas o terminal de contentores do Barreiro, mas também os acessos rodoviários e ferroviários, a plataforma logística prevista para os terrenos da Baía do Tejo (propriedade da Parpública) e a recuperação do terminal da Siderurgia Nacional, no Seixal.

Marina Ferreira não avançou o montante global dos investimentos referidos, mas insistiu em que o investimento no terminal de contentores (cerca de 600 milhões de euros) será da responsabilidade do futuro concessionário.

Além disso, “apresentaremos uma candidatura para estes diversos projectos, mas que poderá ter vários promotores, ou seja, promotores diferentes para cada uma das componentes. E a candidatura poderá e deverá ser faseada no tempo”, explicou.

 

Novo terminal atrai “pesos pesados”

A concessão do futuro terminal de contentores do Barreiro estará a despertar o interesse de pesos pesados do sector do transporte marítimo e da operação portuária. Mas não só.

Entre os outsiders, ocupa lugar de destaque o grupo chinês Fosun, que recentemente adquiriu a companhia de seguros Tranquilidade e que já terá manifestado a intenção firme de “ir a jogo” assim o concurso seja lançado.

Entre os principais players mundiais, é dado como certo o interesse da Maersk Line / APM Terminals e da CMA CGM. A Maersk Line forma com a MSC a aliança 2M, que em Portugal opera no Terminal XXI de Sines. Além disso

Já a CMA CGM integra a Ocean Three com a UASC e a CSCL. Nenhum dos três controla terminais na Península Ibérica. A CMA CGM, através da CMA CGM Terminas e da Terminal Link, participa em terminais no Norte da Europa, no Mediterrâneo e no Norte de África (no que concerne às geografias mais próximas).

A filipina ICTSI será outra interessada no terminal do Barreiro. A companhia asiática não detém qualquer terminal de contentores na Europa Ocidental.

O Grupo ETE é, até ao momento, o único candidato nacional assumido ao novo terminal. Na capital, o grupo opera terminais na margem direita do Tejo que a prazo serão desactivados, a cumprir-se o plano estratégico anunciado.

 

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  1. Considerando que não podem chegar ao Barreiro os navios da 2M, da Ocean Three, da CKYHE, da G6, ou mega navios que venham do Panama, estamos a falar de quais “pesos pesados” ?