Desde ontem, o porto de Maputo pode, oficialmente, receber navios do tipo panamax com 80 mil toneladas.

Vinte milhões de dólares foi quanto custou a dragagem do canal de acesso ao porto e aos terminais de contentores, cereais, combustíveis e carvão. Os trabalhos iniciaram-se em Setembro do ano passado e implicaram a remoção de mais de dois milhões de metros cúbicos de sedimentos e pedra. Os fundos passaram de -9,5 metros para -11 metros.

Até agora o porto da capital moçambicana apenas podia ser escalado por navios de 50 mil toneladas.

No ano passado, o porto do Maputo movimentou 8,7 milhões de toneladas. Para este ano o objectivo é chegar aos 12 milhões de toneladas.

A MPDC, empresa concessionária, propõe-se investir 750 milhões de dólares até 2043 para aumentar a capacidade de movimentação de cargas para cerca dos 45 milhões de toneladas, confirmou o director executivo da empresa, Jorge Ferraz.

Os investimentos anunciados somam-se aos 250 milhões de euros investidos nos últimos 15 anos. A terceira fase do terminal de carvão, por exemplo, está quase pronta.

Nos últimos meses o terminal de contentores tem estado congestionado, o que aquele responsável atribuiu ao excesso da procura face à capacidade. Em 2010 terão sido movimentados 150 mil TEU, quando a capacidade nominal do terminal se ficará pelos 100 mil.

A Maputo Port Development Company (MPDC) é maioritariamente detida pela DP World e pela sul-africana Grindrod, que controlam 51% do capital, estando o restante na Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), empresa estatal moçambicana.

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