O porto de Maputo deverá receber investimentos na ordem dos 750 milhões de dólares até 2030. Em contrapartida, a concessionária do porto moçambicano terá a sua concessão prorrogada por 18 anos, a partir de 2015.

A informação foi avançada pelo director executivo daquele porto, Jorge Ferraz, por ocasião da visita do primeiro-ministro, Aires Ali. De acordo com Ferraz, as mudanças que se pretende realizar visam dotar aquela infra-estrutura de capacidade para concorrer com os restantes portos da região, com destaque para o de Durban, na África do Sul.

O porto de Moçambique é uma das principais portas para as cargas de importação/exportação de Moçambique, África do Sul, Malawi, Suazilândia e Zâmbia.

Nos últimos oito anos foram investidos mas de 225 milhões de dólares em estrada, vias férreas, armazéns, rebocadores, cais, aprofundamento do canal de acesso para -11 metros e na expansão dos terminais.

Em consequência, o movimento de mercadorias no porto da capital moçambicana praticamente duplicou de de 4,4 milhões de toneladas, em 2002, para 8,7 milhões de toneladas, em 2010. Ainda assim, longe dos 17 milhões de toneladas registadas no longínquo ano de 1972.

Entre as intervenções previstas estão a construção de dois novos cais, um de 600 metros e outro de 30 metros, com profundidades de -14 metros, para permitir a atracação de navios de grande porte.

Ainda no quadro dos melhoramentos programados, a quarta fase do terminal de carvão deverá ser finalizada em 2014, num investimento de 500 milhões de dólares, expandindo a capacidade dos actuais seis milhões para 20 milhões de toneladas/ano. O porto de Maputo é gerido pela MPDC, empresa detida em 51% pela Portus Indico (DP World, Grindrod e Mozambique Gestores) e em 49% pela Caminhos-de-Ferro de Moçambique.

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