À terceira será de vez? A chinesa China Harbour Engineering Co Ltd iniciou a construção do porto de Tibar, em Timor-Leste, para o grupo francês Bolloré.

 

 

A construção do novo porto de Tibar, que servirá a capital Díli, já teve duas “falsas partidas”. O primeiro lançamento da primeira pedra ocorreu em Junho de 2017, com uma cerimónia liderada pelo então ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Xanana Gusmão, e responsáveis do consórcio liderado pelo grupo francês Bolloré.

Questões relacionadas quer com o financiamento, quer com a subcontratação das obras acabaram por afectar o início do projecto. Uma segunda cerimónia de lançamento da primeira pedra ocorreu a 30 de Agosto de 2018. Sem sucesso.

Desta vez, à terceira, parece ir ser de vez. E, por isso, apesar de se ter iniciado apenas a recolha de materiais de construção numa pedreira, as primeiras explosões foram acompanhadas pelos ministros timorenses dos Transportes e Comunicações, José Agostinho da Silva, da Agricultura e Pescas, Joaquim José Gusmão dos Reis Martins, e da Defesa, Filomeno da Paixão de Jesus, assim como pelo embaixador da China em Díli, Xiao Jianguo.

Localizado a cerca de 10 quilómetros a oeste de Díli, na baía de Tibar, o projecto conta com a participação da Corporação Financeira Internacional, do grupo Banco Mundial.

A primeira fase do projecto (construção, equipamento e operação do porto) está avaliada em 278,3 milhões de dólares, com o governo timorense a financiar 129,45 milhões de dólares e o parceiro privado os restantes 148,85 milhões.

Na segunda fase, já de exploração, o grupo Bolloré, que subcontratou a empresa chinesa para as obras de construção, prevê vir a investir cerca de 211,7 milhões de dólares.

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