A Câmara do Porto quer instalar mais de 3 000 parcómetros na zona ocidental da cidade. Em vez de concessão, opta por contratar a prestação do serviço.

Foi hoje publicado em Diário da República o anúncio do concurso para fornecimento, instalação e manutenção de parcómetros na zona ocidental do Porto, por 2,24 milhões de euros. O prazo para a apresentação de propostas é de 30 dias.

A Câmara do Porto pretende contratar, por três anos, a prestação de serviços para o “fornecimento e instalação de parcómetros” e a “operação e manutenção do Sistema de Gestão de Lugares de Estacionamento Pago na Via Pública na Zona Ocidental da Cidade do Porto”, recentemente aprovado em reunião do Executivo.

De acordo com o caderno de encargos, a que a “Lusa” teve acesso, o concurso respeita à instalação de parcómetros na Foz Velha, Foz Nova, Parque da Cidade, Vilarinha, Antunes Guimarães, Foco, [Marechal] Gomes da Costa, Pasteleira, Império e Boavista Oeste.

A autarquia fixa em 30 dias o prazo para “apresentação das candidaturas”, contados a partir de terça-feira passada e em 90 dias (três meses) a data para “a decisão do júri” relativamente à qualificação das propostas.

A Assembleia Municipal do Porto chumbou a 2 de Outubro do ano passado a abertura de um concurso para concessionar mais de três mil lugares de estacionamento pago na zona ocidental da cidade.

A proposta que previa a instalação de parcómetros nas zonas da Foz, do Parque da Cidade, Boavista Oeste e Pasteleira, e dez novas “bolsas” de aparcamento para residentes, foi chumbada pelos grupos municipais do PS, PSD, BE e CDU, que criticaram a ausência de uma política integrada de mobilidade.

Agora, a autarquia optou por um modelo de prestação de serviços por privados para os parcómetros na mesma zona, deixando a fiscalização a cargo da Polícia Municipal, segundo esclareceu na reunião camarária a vereadora da Mobilidade, Cristina Pimentel.

Esta nova proposta foi aprovada pelo executivo com os votos contra da CDU, do PSD e do PS.

 

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