O concurso para a privatização da maioria do capital da Sociedade Porto Seco de Madrid avançará nas próximas semanas. O processo deverá ficar concluído ainda este ano.

A Conte-Rail, actual concessionária (o contrato termina no final do ano) é apontada como uma candidata natural à privatização. Que deverá atrair também o interesse de operadores portuários e operadores logísticos de base ferroviária.

O caderno de encargos do concurso público está em fase de conclusão. Ao que se sabe, além do encaixe financeiro o Estado valorizará também o plano de negócios e de desenvolvimento estratégico da infra-estrutura.

Certo é que o vencedor do concurso ficará com a maioria do capital social. A percentagem exacta não foi ainda divulgada, mas no mínimo deverá ser de 58,48%, que é quanto detêm, juntos, os actuais accionistas que já anunciaram ir vender: Puertos del Estado, Administração do Porto de Bilbau, Comunidade de Madrid e Sepes.

Os demais accionistas, que até ao momento manifestaram a intenção de permanecer no projecto, são as autoridades portuárias de Valença, Algeciras e Barcelona e o Ayuntamiento de Coslada, em cujo território se localiza o terminal.

Este ano, o Porto Seco de Madrid prevê movimentar cerca de 105 mil TEU. A sua capacidade instalada ronda os 115 mil TEU/ano e os dois mil comboios.

Situado na região de Madrid, o principal centro de consumo da Península, o porto seco tem ligações aos principais portos espanhóis e portugueses.

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